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TRABALHE EM CASA, COM SEGURANÇA (atualização em janeiro de 2009)

26 de julho de 2008

“…o que não

envolve venda

de produtos

ou serviços

é ilegal e

dá cadeia”

 

 

Vez por outra a mídia presta atenção ao crescente movimento de uma modalidade econômica diferente no País: o trabalho a partir de casa. Envolvida com a necessidade de produção quase instantânea de informações – ou diária, para os jornais impressos -, a mídia quase nunca antecipa-se aos fatos. Age provocada. Em alguns casos, não faz a necessária reflexão e acaba cometendo equívocos.

Ora faz reportagens brilhantes sobre, por exemplo, o sucesso de pessoas e empresas dedicadas à chamada venda direta, introduzida e regulamentada no Brasil em 1959, quando aqui entrou a Avon cosméticos; ora, mergulha em denúncias de exploração da boa fé alheia, através de aproveitadores, que existem em todas as áreas da vida, mas que nesta, especificamente, acabam por tomar de um grande número de gente, em gotas quase homeopáticas, pequenas fortunas em troca de nada.

É importante lembrar que a pessoa não resolve a traição jogando pela janela o sofá onde flagrou o cônjuge com a amante. Isto é, não se pode condenar um sistema só porque alguns desonestos se aproveitam dele. Isso é um problema de ética, e ética é problema de formação de um povo.

Para que não se roube o sonho de pessoas que poderiam bem criar soluções pessoais com um trabalho a partir de casa, e nem o esforço de outras que honestamente desenvolvem o sistema, vamos tentar ajudar com algumas informações.

O trabalho a partir de casa é um sistema enraizado em outras sociedades e, a cada dia, mais presente em nossa estrutura sócio-econômica. Tanto é que algumas incorporadoras imobiliárias já oferecem, como diferencial, o que se chama de home office, que seria escritório em casa.

As pessoas muitas vezes já têm um emprego e buscam alternativa para melhorar sua renda, oferecendo outros serviços a terceiros. Outras fazem a opção definitiva pelo sistema, considerando as mudanças de comportamento provocadas pelas transformações sociais e geográficas – explosão demográfica, trânsito, transporte deficiente, insegurança, etc.

O brasileiro é um povo com enorme capacidade criativa e, por isso mesmo, tem um grande potencial para desenvolver bem o trabalho a partir de casa.

É interessante lembrar que, em nosso País, o que não envolve venda de produtos ou serviços é ilegal e dá cadeia. Então, quem pensa que não vende nada, ou resiste à idéia de vender alguma coisa, está fadado a passar a vida sem poder sonhar com sua independência financeira. De nada adianta querer trabalhar a partir de casa se não aprender a vender o serviço ou produto que tem a oferecer.

É muito rica a literatura disponível para ajudar a quebrar esse paradigma, porque essa é uma tendência do mercado, que o sistema de ensino regular não transmite, porque está atrelado a um sistema de produção baseado no emprego. O que as escolas ensinam, com honrosas exceções que provam a regra, portanto, é a ser empregado.

O trabalho a partir de casa conduz, normalmente, a uma outra situação, que tem uma grande vantagem e uma desvantagem. Tanto uma como outra é não ter patrão. Então, é necessário ter muita determinação e disciplina.

Lembre-se, sempre, que de cada 10 formandos em cursos superiores, somente um trabalhará em sua área. Não espere pelo emprego, crie você mesmo sua rede de relacionamentos e sua ocupação de espaço no mercado.

Sugiro a leitura de “Independência financeira – o guia do pai rico” para entender isso. Principalmente, a história inicial das duas pessoas que ganharam a concorrência para abastecer de água uma vila. O método de cada um dos concorrentes determinou o fracasso de um e o sucesso do outro.

O trabalho em casa pode, ainda, estar associado ao chamado marketing multinível, ou marketing de rede – mas atenção, não é marketing na rede, é puro trabalho, e pesado. É melhor começar a vencer seus bloqueios pessoais com o multinível. Ele é uma tendência e, como tal, ou você usa ou é usado. O livro “O Básico” vai lhe ajudar. Outra obra mais recente, “Multiplicando Bem-Estar”, do brasileiro Sérgio Buaiz, é outro ponto de referência para começar um negócio nessa área.

A dica que dou é que, se você tem uma outra atividade, faça o multinível no paralelo, aproveite os sistemas de treinamentos oferecidos pelas empresas ou pelos distribuidores mais experientes e busque desenvolvimento pessoal. Multinível é muito mais relacionamento humano do que venda direta, embora a envolva, necessariamente.

Os verdadeiros mestres do segmento ensinam que você somente deve deixar o que já faz quando seu negócio multinível lhe garantir, de forma estável, por pelo menos doze meses consecutivos, três vezes mais do que ganha em sua atividade normal. Ou seja, você já terá um negócio sólido no multinível.

Se essa estabilidade lhe interessa, saiba que você precisa trabalhar muito para conquistá-la. O sucesso não vem fácil e nem de graça em nenhuma área da vida.

Eu mesmo aderi à idéia há cerca de cinco anos, quando usei os produtos de determinada companhia, obtive excelentes resultados e resolvi recomendá-los aos amigos. Perdi a conta das pessoas que pude influenciar positivamente nesse período. Muitas delas seguiram os meus passos e hoje temos uma boa rede, mas o trabalho continua. Permaneço atuando profissionalmente, sempre atento às oportunidades de apresentar meus produtos e meu negócio familiar a todos que cruzam meu caminho.

O multinível, para ser entendido como tal, precisa envolver a venda direta e a arregimentação de novos distribuidores para sua rede. Fuja dos negócios que se apresentem muito fáceis ou das propostas de negócios que lhe garantam êxito somente com recrutamento de pessoas. Multinível é um negócio de pessoas, sim, mas de pessoas dispostas a realizar algum trabalho. E o que elas vão fazer é copiar o seu modelo pessoal. Se você só recruta, elas somente vão recrutar. É tempo perdido.

Se você quer apenas uma renda extra, pode explorar somente uma perna do negócio, a das vendas diretas. Neste caso, use os sistemas de treinamento para desenvolver suas habilidades para vender. Mas não se limite a isso. Busque sempre mais informação e se aperfeiçoar nisso. Sugiro o filme “Porta a porta” como bom começo.

Se está em busca de uma oportunidade de crescimento ilimitado, você precisa pensar na chamada duplicação. Ou seja, em como colocar no negócio novas pessoas que pensem como você, sem desprezar aquelas que querem apenas a renda extra para reforçar o orçamento doméstico.

Neste caso, procure conhecer e dominar o plano de compensação da empresa que você escolher, ou seja, o plano de marketing. É esse plano que vai possibilitar o crescimento de seu negócio. Prepare-se para trabalhar arduamente por um bom tempo, mas sabendo que seu êxito está em suas mãos.

Aprenda mais e mais sobre administração financeira. Essa é a parte que mais afeta as pessoas que tentam desenvolver esse negócio. Defina um capital de giro, seja de quanto for, e não toque nele, para ter sempre produtos para vender. Aprenda a administrar seus lucros. Leia “O homem mais rico da Babilônia”, mesmo se você quiser continuar apenas trabalhando por seu salário no emprego atual.

Aqui vão algumas dicas dos especialistas para quem pretende entrar no sistema de trabalho de marketing multinível.

Quanto à empresa, observe duas coisas: se tem um mínimo de 5 anos no mercado e faturamento público acima de 100 milhões de dólares/anuais. Ou seja, se na hora em que você estiver crescendo ela não vai te deixar na mão, juntamente com sua rede.

Quanto aos produtos, se estão regulamentados, legalizados, para que você não entre numa roubada; se são de qualidade, exclusivos e de alta demanda e de consumo rápido, portanto, de boa rotatividade; e verifique se a sua empresa aceita a recompra de seu estoque, caso você não queira mais continuar no negócio.

Quanto ao mercado, se está em expansão. Recomendo estudar um pouco mais as mudanças nos rumos do mercado mundial provocadas pelos baby boomers, aquela geração do pós-guerra.

 

Se a oportunidade de negócio passar por esses crivos, seu sucesso nele só depende de você. Atente para o seguinte: a era industrial já se foi, o que estamos vivendo é a era da informação. Portanto, leia tudo o que puder sobre o assunto. Particularmente, sugiro Paul Zane Pilzer e Robert Kiyosaki para começar. O resto é auto-confiança e vontade de vencer.

 

E trabalhe em casa, sem medo.

 

OBS: Tenho recebido comentários de pessoas que lêem esse artigo, mas estão inseguras sobre como começar. Quero dar uma pista daquilo que foi o meu caminho. Acesse meu site www.sistemadecidavencer.com.br/caldas

 

 

José Caldas da Costa – jornalista, licenciado em Geografia e escritor

 

Vila Velha, ES, 26 de julho de 2008

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6 Comentários leave one →
  1. 10 de janeiro de 2009 13:36

    BOA tarde eu sempre sonhei em trabalhar em casa envelopando cartas,mas mandei uma cartas pra eles . eles me pediram dinheiro eu ate paguei 35.oo naquela epoca….eu estava bem animada…..mas depois eles me pediram mas 84.oo e eu nao tenho condesao de ficar mandado dinheiro, pois quero poder produzir meu trabalh em casa,,,,oque devo fazer me respoda porfavor……..ass hercilia alves

  2. JANI ANA DA SILVA Link Permanente
    1 de junho de 2009 0:53

    GOSTEI MUITO DE SUAS PALAVRAS, ME ABRIU A MENTE, VOCÊ TEM FORTE PODER EM SE ESPRESAR. VOU SEGUIR SUAS DICAS, POIS PRETENDO COMEÇAR, OU MELHOR, CONHECER MELHOR SOBRE O ASSUNTO PARA A FIM DE:ALÇAR VOO. OBRIGADA

  3. ricardo. t l Link Permanente
    1 de abril de 2012 22:55

    mais um camarada que com lindas e profundas palavras vem fortificar, encorajar, e ate inspirar aquelas pobres pessoas de boa fé, com um sistema chamado e conhecido piramide ou corrente.

    • 2 de abril de 2012 8:12

      Existe uma grande diferença entre pirâmides financeiras e correntes, que são ações criminosas, e sistema de vendas diretas com planos de compensação multinível. Pirâmides financeiras e correntes, como já disse, são crimes e dão cadeia; sistemas de vendas multinível são formas reconhecidas e legais de vendas de produtos e/ou serviços. Uma maneira muito fácil de diferenciar as duas coisas é saber se uma pessoa ganha dinheiro somente por recrutar outras, sem qualquer necessidade de produzir nada. Se for dessa forma, é corrente. Se o recrutamento não dá lucro, e os ganhos são baseados em produção tanto de quem promoveu o recrutamento quanto de quem foi recrutado, o sistema é legítimo, legal e possibilita as oportunidades que empresas honestas, que atuam na legalidade, na ética, recolhedoras de seus impostos, bem como de seus distribuidores, oferecem ao mercado. Basta consultar o site da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) para reconhecer quem são as empresas sérias. Quem se associa quer seguir regras, quem segue regras é legal.

  4. 3 de abril de 2009 7:20

    Entre em contato comigo pelo email que poderei lhe orientar.

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