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SUICÍDIOS NA TERCEIRA PONTE PODEM SER EVITADOS

28 de fevereiro de 2011

Cenas como esta podem ser evitadas com medidas simples no vão central da Terceira Ponte

Atualizada em 15 de junho de 2012

Quem utiliza a Ponte Darcy Castelo de Mendonça, mais conhecida como Terceira Ponte, no acesso entre Vitória e Vila Velha, já se acostumou, quase diariamente, a encontrar carros com pisca-alerta ligados, acompanhados de um dos reboques da Rodosol, consórcio administrador não apenas da ponte, mas também da Rodovia do Sol, pelos quais cobra pedágio dos usuários. Carros parados, sem ninguém dentro, é sinônimo de suicídio na Terceira Ponte.

Esses fatos, por um acordo ético, não são noticiados pela mídia. O objetivo é evitar que o  noticiário desperte outros desesperados para a “solução” de seus conflitos pessoais dando cabo de sua vida atirando-se da ponte. Da mesma forma, a mídia deveria ter um acordo ético para não noticiar os crimes que projetam os seus autores sobre suas vítimas e no domínio de territórios, especialmente na periferia.

Mas a questão aqui não é discutir o acordo de não publicação das ocorrências de suicídios, mas, sim, como evitá-las, pelo menos num local onde isso poderia ser feito de forma simples: basta colocar uma proteção em forma de alambrado ou qualquer outra cerca de arame no vão central da ponte para evitar que o local seja utilizado para suicídio.

E ninguém venha dizer que isso é inviável porque não é. Tampouco vai encarecer custos de manutenção. É uma questão de priorizar a vida. Passam, em média, 60 mil veículos por dia naquele local. Calculando pelo atual valor do pedágio, permite uma arrecadação em torno de R$ 3,5 milhões por mês para o consórcio. Será que as vidas que se perdem no local não valem um pequeno investimento na proteção do vão central?

NOTA DO EDITOR: Publiquei este post em 28 de fevereiro de 2011 e, desde então, não vi uma única medida protetiva às vidas na Terceira Ponte. Na semana passada, especialistas nacionais, em visita ao Espírito Santo, defenderam, justamente, a mesma ideia que eu. Fiquei feliz porque percebi que não estou sozinho. Infelizmente, as autoridades do Estado não se pronunciam e a Assembleia Legislativa, que poderia levantar a questão, há muito deixou de ser uma caixa de ressonância dos interesses dos cidadãos capixabas para se transformar num balcão de negócios interinstitucional. 

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