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Sistema, preciso de um para viver

21 de julho de 2008

 

Todos precisamos de um sistema para viver. A começar pelo sistema solar. Acabe-se com ele e acabou a vida no planeta azul (não foi assim que os astronautas definiram a Terra quando a vira do espaço pela primeira vez?). 

Vivemos conforme um sistema econômico – somos empregados, autônomos, empresários ou empreendedores.

Se empregados, trocamos hora/trabalho por dinheiro fixo; se trabalhar mais, não ganha mais. Somos usados por um sistema.

Se autônomos, trocamos horas/trabalho por dinheiro. Se trabalhar mais, pode ganhar mais. Somos um sistema próprio.

Se empresários, colocamos pessoas para trabalharem para nós em troca de dinheiro e ficamos com o lucro de sua produtividade. O olho do dono é que engorda o boi. Somos donos de um sistema.

Se empreendedores, colocamos o dinheiro para trabalhar para nós e conquistamos a liberdade, mais cedo ou mais tarde. Usamos o sistema para fazer o dinheiro gerar mais dinheiro.

Temos um sistema político, um sistema financeiro e, se achamos que podemos ter uma vida melhor através dos estudos, vamos precisar de um sistema educacional. Tudo à nossa vida é sistematizado. Nós mesmos funcionamos em sistemas.

Um dia, num ato de amor, um homem e uma mulher se encontraram. E vejam a força da mulher. Segura de si, liberou uma única célula (também chamada óvulo) e o homem, para ter certeza de que não haveria falha, liberou 100 milhões. Mas somente uma atingiu o alvo. Todas as demais morreram. Por origem, fomos todos gerados campeões. Quando adquirimos a consciência, dizem-nos que nada podemos; e nós acreditamos.

Pela fusão de duas células, gerou-se uma célula capaz de se multiplicar. Fomos criados pelo sistema de duplicação. De uma célula se fizeram duas; de duas, quatro; de quatro, oito; de oito, dezesseis; de dezesseis, trinta e duas… e assim sucessivamente, em progressão geométrica, até que fôssemos um organismo completo, de trilhões de células, repleto de sistemas, que funcionam de forma harmônica. Cada um por si e todos por um.

As células formam tecidos, tecidos formam órgãos, órgãos formam organismos. Sistematizados. Sistemas cárdio-vasculares, respiratórios, digestivos… e, assim, de sistema em sistema, forma-se um corpo.

Intuitivamente, seguimos o modelo. Cada um de nós se associa a outros, com os quais temos alguma afinidade, e vamos criando novos corpos sociais. Esses corpos sociais associam-se a outros e vamos perpetuando a vida em toda a sua complexidade no planeta.

O sistema do corpo que mais aprecio é o digestivo. Talvez porque tenha maior poder sobre ele. Se não, vejamos: pelos sentidos, faço contato com algo que possa ser apropriado como fonte de energia. Pode ser pelo tato, pela visão ou pelo olfato.

Esses sentidos, mais o paladar, vão me dar as informações necessárias para ingeri-lo ou não. Se quente ou frio, se doce, salgado ou insípido; se tem cheiro bom ou não. A última palavra é sempre do paladar. Na boca se completa a informação e posso ingerir ou expelir o objeto de meu contato.

Se ingerido, no estômago se dá um interessante processo: a mudança do estado daquela fonte de energia para um estado em que possa ser levado ao estágio mais importante dessa primeira fase: o processamento no intestino.

É ali que se dará a absorção de todos os nutrientes, fonte de minha vida, para que as células possam se multiplicar e trabalhar em benefício do corpo. E o que não puder ser absorvido, vai virar esterco, que será excretado ou retido… por dias, meses, talvez anos. Retido para que? Não me perguntem.

 

José Caldas da Costa – jornalista, licenciado em Geografia, escritor

 

Vila Velha, 20 de julho de 2008

 

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2 Comentários leave one →
  1. solange permalink
    24 de julho de 2008 10:13

    Gostei muito do seu artigo. O sistema do corpo que mais aprecio é o sistema nervoso, porque é necessário ter auto-controle para conviver bm com ele, principalmente quando estou com TPM.
    Abraço
    Solange

  2. Romário permalink
    6 de agosto de 2008 13:44

    Forte abraço companheiro !!

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