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APERTEM OS CINTOS, A JUSTIÇA ELEITORAL VEM AÍ!

19 de julho de 2010

CANDIDATOS ASSINAM “RENDIÇÃO” À COMPRA DE VOTOS PERANTE O TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO ESPÍRITO SANTO

Auditório da sala das sessões lotado, com candidatos em pé nos corredores, e uma “declaração de rendição” à compra de votos assinada por todos eles perante a Justiça Eleitoral. Foi assim o encontro promovido nesta segunda-feira, dia 19 de julho, pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), desembargador Pedro Feu Rosa, para falar sobre o compromisso da Justiça Eleitoral de “proteger os bons políticos” nas eleições 2010 no Espírito Santo.

As atenções estavam voltadas para o candidato a governador Renato Casagrande (PSB), que chegou acompanhado do candidato a vice, Givaldo Vieira, e dos candidatos a senador Ricardo Ferraço (PMDB) e Magno Malta (PR), que vai para a reeleição. Outra que chegou cedo foi a candidata do PSOL, Brice Bragato.

Quando o “falatório” já havia sido suspenso para que os candidatos, que o desejassem, pudessem assinar o Termo de Compromisso com o Programa de Transparência e Ética Eleitoral (Prete), chegaram o candidato a governador Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e seu vice Max da Mata (DEM), acompanhados da candidata a senadora Rita Camata (PSDB).

Não houve quem, dentre os candidatos presentes, que não assinasse a “declaração de rendição à compra de votos”, assim “batizado” pelo promotor Saint-Clair Nascimento o Termo de Compromisso dos candidatos com o Prete. Um deles, o mega-empresário e deputado federal Camilo Cola (PMDB), que disputa a reeleição.

Quando os pesos pesados da disputa já haviam deixado o ambiente, os discursos continuaram, sendo ouvidos, pacientemente, pelo desembargador Feu Rosa. Um dos principais foi feito pelo ex-governador Max Mauro, candidato a deputado federal pelo PTB, que elogiou a disposição do TRE de combater a compra de votos e atribuiu a iniciativa ao presidente da Corte.

Max Mauro, entretanto, denunciou o que chamou de massacre do poder econômico que teria sofrido no pleito anterior, quando concorreu ao Senado. E citou o grupo de empresários fundapianos (o sistema de incentivo financeiro dado pelo Espírito Santo aos operadores com o comércio exterior): “A Justiça Eleitoral precisa ficar atenta ao financiamento eleitoral com dinheiro que deveria estar indo para a saúde e a educação no Estado”.

Feu Rosa falou do GGI (Gabinete de Gestão Integrada), que reúne no mesmo espaço representantes da Justiça Eleitoral, Ministério Público Estadual e Federal e a Polícia Federal, criado para investigar, prontamente, as denúncias que chegarem de todos os lados e garantiu: “O GGI foi criado para proteger os bons políticos, é em homenagem a todos vocês que já experimentaram o gosto amargo dos caminhões de dinheiro e da pressão de onde não deveria vir”.

O presidente do TRE estava entusiasmado com a eleição municipal realizada no último final de semana em Apiacá, pequeno município na divisa do Espírito Santo com o Rio de Janeiro, “onde não se viu um único santinho nas ruas, onde não houve uma única ocorrência de irregularidade”. E convidou os candidatos a sonharem junto com ele com uma eleição ética e transparente, “que não tenha segundo turno na Justiça Eleitoral”.

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