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ENSINO À DISTÂNCIA: EDUCAÇÃO SUPERIOR INCLUSIVA

21 de setembro de 2010

Marcus Antonio Vicente (*)

O Brasil tem experimentado extraordinário crescimento econômico e projeta-se para o futuro, mas um de seus maiores gargalos, já alertam os especialistas, é a educação. Estamos importando mão-de-obra especializada de outros países porque nosso sistema de ensino não se adaptou às mudanças. Leva tempo para corrrigir os índices de educação de um povo.

Neste contexto, é inquestionável que o Ensino à Distância (EAD) veio para democratizar e aumentar as chances do cidadão brasileiro em poder realizar o grande sonho de obter o diploma do ensino superior, não importando a sua origem, classe e localidade, e daí avançar rumo ao futuro.

Conheço diversas histórias de pessoas que nunca imaginavam, um dia, poder compartilhar com os seus familiares o grande momento da colação de grau, recebendo o tão sonhado diploma, fruto da dedicação de anos de estudos e adaptações, dentro dessa nova modalidade de ensino.

Em vários países, conhecidos como grandes potências mundiais, essa modalidade de ensino já não é mais questionada em relação aos procedimentos e métodos aplicados, incorporando culturalmente a metodologia EAD com as outras metodologias tradicionais. Não mais se distingue o aluno da metodologia presencial do aluno da metodologia à distância.

No ensino à distância, desenvolve-se o saudável método da auto-gestão do tempo e da dedicação, daí que o aluno depende única e exclusivamente da sua própria dedicação para com os estudos.

Porém, como todo processo de mudança e adaptações, existem procedimentos que precisam ser acompanhados de perto. Existem diversos profissionais engajados nessa política de democratização do ensino superior, principalmente os tutores, profissionais indispensáveis para o perfeito acompanhamento dos alunos nesse novo modelo de ensino, seja de forma semi-presencial ou à distância.

No Congresso Nacional, é meu desejo abraçar esse modelo de democratização, ficando atento às questões de interesse desses profissionais, encaminhando projetos de Lei que favoreça-os, regularizando a inclusão da categoria do “tutor”  no Código Brasileiro de Ocupações (CBO).

Há que se amparar os milhares de estudantes de ensino à distância, cidadãos que após anos de estudos, ao receberem o tão sonhado diploma, encontram barreiras no mercado de trabalho sofrendo discriminação e preconceito, simplesmente pela falta de conhecimento dos órgãos públicos e privados.

Estarei a postos para garantir a validação dos diplomas de formandos de EAD exatamente igual à que é dada aos diplomas de cursos presenciais e para todos os fins. Não se pode submeter o conhecimento a um sistema cartorial. Há que se punir, na forma da lei, qualquer tipo de discriminação contra alunos, tutores, polos e instituições de EAD.

O ensino à distância constitui a verdadeira educação inclusiva, possibilitando a brasileiros de qualquer região do País o acesso livre ao sistema de ensino superior, com a qualidade reconhecida das instituições que ministram essa modalidade.

(*) O autor é bacharel em Direito, ex-prefeito, ex-deputado federal por três mandatos, ex-secretário de Estado do Turismo, atual suplente e candidato à Câmara dos Deputados pelo Espírito Santo

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One Comment leave one →
  1. junior permalink
    22 de setembro de 2010 11:33

    Marcus Vicente , o futebol capixaba morreu !!!!

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