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PÉROLAS DO CAPARAÓ: ALEGRE ESQUECE FILHO ILUSTRE

22 de outubro de 2010

O cantor Paulo Sérgio morreu há 25 anos e nunca recebeu uma homenagem em Alegre, sua cidade

Paulo Sérgio, ao lado de Roberto Carlos: contemporâneos, Paulo Sérgio chegou a vender mais discos do que o "Rei"

Os vereadores de Alegre, maior cidade da Região do Caparaó, na falta de coisa melhor para fazer, resolveram inovar: trocaram o centenário nome da Rua 21 de Abril, que remonta a uma data histórica nacional, dando a ela o nome de uma pessoa da comunidade que pouca gente sabe quem é e que nenhuma história construiu. O anúncio do novo nome, na rádio da  cidade, é até curioso: “Antiga Rua 21 de Abril, aquela da Igreja Metodista”…. ah, tá…

Outra tentativa de homenagem foi barrada, não porque o homenageado não merecesse, mas pelo erro na estratégia: a praça da Bandeira, que homenageia o Pico da Bandeira, referência geográfica nacional, seria trocada por Elias Simão, este, sim, com notórios serviços prestados à cidade, e que morreu com mais de 100 anos. O problema foi o logradouro que queriam renominar. No centro da cidade, há um monumento arquitetônico com o nome do sr. Elias, o Solar Elias Simão.

Enquanto isso, Paulo Sérgio, o cantor que mais projetou o nome da cidade, cuja morte já fez 25 anos, continua sem uma única homenagem em Alegre. Paulo Sérgio Macedo nasceu no distrito de Anutiba e o mundo inteiro ficou sabendo da existência de Alegre por causa dele. Seus sucessos rivalizaram com os de Roberto Carlos, outro monumento capixaba, nascido em Cachoeiro, e houve momentos em que ele vendeu mais discos do que o “Rei do Iê-iê-iê”.

Paulo Sérgio mereceria uma estátua e todas as homenagens que os nobres vereadores não prestam a ele. E, certamente, os alegrenses mais jovens não devem nem saber quem foi ele.

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2 Comentários leave one →
  1. Franz Campos permalink
    25 de janeiro de 2011 10:31

    Como alegrense nascido e juramentado, denoto comentário extremamente infeliz sobre a necessidade de homenagem ao falecido cantor Paulo Sérgio. Em toda sua trajetória (acompanhada por nós), o mesmo jamais se referia a Alegre, assim como nunca frequentou a cidade. De fato, a única vez que aconteceu foi no Carnaval de 1972 quando ele e sua gang de arruaceiros estiveram na cidade, criando a maior briga que já existiu num baile de Carnaval no S.C. Rio Branco, provocada por sua trupe e levando a vários feridos ao nosso acanhado hospital. Acabou com o Carnaval daquele ano. E nunca mais voltou a terrinha.

    Complementamente desnecessário essa homenagem. Que fique no seu tranquilo e eterno esquecimento.

    FC

  2. José Diogenes Dutra de Lima permalink
    9 de setembro de 2011 20:21

    Paulo Sérgio representou a música brasileira como um de seus maiores ídolos. Um artista perfeito na voz, no rítimo e no repertório. Não era um imitador, pois em sua época e no seu estilo era maior que qualquer um que “supostamente imitava”. Quem for partidário de picuinhas que continue. A memória desse gigante da MPB é impoluta e a memória musical de nosso país dá lugar de destaque ao eterno cantor paulo Sérgio.

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