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DEZ PASSOS PARA UMA VIDA FINANCEIRA EQUILIBRADA

7 de março de 2011

No ano em que o Governo começa a se preocupar em ensinar finanças pessoais aos seus alunos, o blog se propõe a contribuir, publicando o artigo abaixo, de um dos maiores gurus mundias em administração financeira: Robert Kiyosaki. Que os adultos aprendam, antes, as lições, para depois as ensinarem aos seus alunos, é o que desejamos. Até porque esta é a lição que tenho aprendido nos últimos anos.

Robert Kiyosaki (*)

Acredito que em cada um de nós reside um gênio financeiro. O problema é que ele está adormecido, esperando ser despertado. Está adormecido porque nossa cultura nos educa para acreditar que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Ela nos incentiva a aprender uma profissão para que possamos trabalhar pelo dinheiro, mas não nos ensinar a fazer o dinheiro trabalhar para nós.(…)

A mensagem é trabalhar arduamente, ganhar e gastar dinheiro, e quando ele faltar sempre poderemos tomar emprestado. Infelizmente, 90% do mundo ocidental aceita essa teoria, simplesmente porque é mais fácil encontrar um emprego e trabalhar pelo dinheiro.

Se você não faz parte dessa “massa”, eu lhe mostrarei os dez passos para despertar seu gênio financeiro. São simplesmente os passos que segui. Se quiser tentar alguns deles, ótimo. Se não, escolha os seus. Seu gênio financeiro é suficientemente esperto para desenvolver sua própria lista.

I. PRECISO DE UMA RAZÃO MAIOR QUE A REALIDADE

O poder do espírito. Se você perguntar à maioria das pessoas se elas desejariam ser ricas ou financeiramente independentes, elas responderão “sim”. Mas então caem na realidade. A estrada parece demasiadamente longa, com muitas montanhas a escalar. É mais fácil trabalhar pelo dinheiro e colocar o que sobra nas mãos do corretor.

II. ESCOLHO TODOS OS DIAS

O poder da escolha, esta é a principal razão pela qual as pessoas querem viver em um País livre. Queremos o poder da escolha. Invista primeiro na instrução. Invista no tempo e no aprendizado. Só porque você não tem dinheiro, isso não é desculpa para não aprender. Na verdade, o único ativo real que você possui é sua mente, o instrumento mais importante que dominamos.

III. ESCOLHA OS AMIGOS COM CUIDADO

O poder da associação. Em primeiro lugar, não escolho meus amigos levando em conta suas demonstrações financeiras. Tenho amigos que fizeram, de fato, voto de pobreza, bem como amigos que ganham milhões todo ano. O importante é que aprendo com todos eles e faço um esforço consciente para isso.

ADVERTÊNCIA: não ouça as pessoas pobres ou apavoradas. Elas sempre sabem por que as coisas não funciona.

IV. DOMINE UMA FÓRMULA E ENTÃO APRENDA OUTRA

O poder do aprendizado rápido. Para fazer o pão, todo padeiro segue uma receita, mesmo que esta só exista em sua cabeça. O mesmo se pode dizer quanto a ganhar dinheiro. Por isso, na gíria, o dinheiro é muitas vezes chamado de “massa”. Se “você é o que você come”, é igualmente verdade que “você se torna o que você estuda”.

Se você está cansado do que está fazendo ou se não ganha o suficiente, é simplesmente o momento de mudar a fórmula com a qual você ganha dinheiro. Trabalhar arduamente pelo dinheiro é uma fórmula velha nascida nos dias do homem das cavernas.

V. PAGUE A SI MESMO PRIMEIRO

O poder da autodisciplina. Se você não pode se controlar, não tente ficar rico. Talvez fosse bom entrar para a Marinha ou alguma ordem religiosa para aprender a se controlar. É a falta de autodisciplina que leva à falência muitos ganhadores de loteria pouco depois de eles terem ganhado milhões. É a falta de autodisciplina que leva pessoas que acabaram de obter um aumento a comprar um carro novo ou a fazer um cruzeiro.

Eu arriscaria dizer que é a falta de autodisciplina que se constitui no fator número um a separar ricos, pobres e classe média. Aprenda esses três tipos de gestão:

1. Gestão do fluxo de caixa;

2. Gestão de pessoal;

3. Gestão pessoal do tempo.

Se estiver devendo, não gaste sua poupança. Não é inteligente ficar na corrida dos ratos. Para aprender a pagar a si primeiro, comece por não se endividar.

VI. PAGUE BEM A SEUS CORRETORES

O poder do bom conselho. Muitas vezes vejo pessoas colocando um cartaz na frente de casa: “Proprietário vende”. Ou vejo na televisão muita gente se anunciando como “Corretor de Desconto”. Vivemos na Era da Informação, e Informação não tem preço.

VII. SEJA UM DOADOR ÍNDIO

Este é o poder de obter alguma coisa a troco de nada. Quando os primeiros colonizadores brancos chegaram aos Estados Unidos, eles ficaram espantados com a prática cultural de alguns índios americanos. Por exemplo, se um colono estava com frio, o índio lhe dava um cobertor. Achando que fosse um presente, o  colono frequentemente ficava ofendido quando o índio o pedia de volta.

Pergunte: “Com que rapidez poderei ter meu dinheiro de volta”. Jogue somente com o dinheiro que pode perder. Se não quer correr risco, coloque-o no banco.

VIII. ATIVOS COMPRAM SUPÉRFLUOS

O poder do foco. O filho de um amigo estava desenvolvendo um hábito desagradável de gastar demais. Aos 16 anos, naturalmente, desejava um carro. A desculpa: os pais de todos os seus amigos tinham comprado um carro para o filho. O garoto queria pegar suas poupanças e dar entrada para o carro. Foi aí que o pai me procurou. “Você pode usar o seu desejo de ter um carro e incentivar seu filho a aprender alguma coisa”. E a luz se acendeu.

IX. A NECESSIDADE DE HERÓIS

O poder do mito. Quando eu era garoto, admirava profundamente Willie Mays, Hank Aaron, Yogi Berra. Eram meus heróis. Quando garoto, jogando beisebol infantil, queria ser como eles. Seus cartões de beisebol eram meu tesouro. Queria saber tudo, porque queria ser como eles. Quais são seus heróis?

X. ENSINA E RECEBERÁS

O poder da doação. Ambos os meus pais eram mestres. Pai rico me ensinou uma lição que me acompanha toda a vida: a necessidade de ser caridoso e doar. Meu pai instruído doava muito na forma de tempo ou conhecimento, mas quase nunca doava dinheiro. Como já mencionei, ele costumava dizer que doaria quando tivesse algum dinheiro sobrando. Só que raramente sobrava algum dinheiro.

Se eu tivesse de passar uma única idéia, seria essa: sempre que você sentir falta ou escassez de alguma coisa, doe, antes, o que você quer e isso retornará para você aos montes: dinheiro, sorrisos, amor, amizade.

Ensina e receberás. Descobri que quanto mais sinceramente ensino aos que estão desejos de aprender, tanto mais aprendo. Se você quer aprender sobre dinheiro, ensine a alguém. Uma torrente de novas idéias e distinções mais sutis surgir.

Tudo o que você precisa é ser generoso com o que tem e os poderes superiores serão generosos com você.

(*) KIYOSAKI, Robert T., e LECHTER, Sharon L. Pai Rico, Pai Pobre – o que os ricos ensinam a seus filhos sobre dinheiro. Editora Campus, Rio de Janeiro, 42ª Edição, 2000. pp. 153-172

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