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GUERRILHEIRO DO CAPARAÓ COMBATEU AO LADO DE MINISTRO DE DILMA

14 de março de 2011

Guerrilha do Caparaó: prisão do grupo comandado por Amadeu Felipe,em 1º de abril de 1967

A Guerrilha do Caparaó foi a primeira a assustar a ditadura militar brasileira. O reconhecimento da importância histórica do movimento, liderado por militares expulsos em 1964, após o golpe, e retratado em “Caparaó – a primeira guerrilha contra a ditadura” (Editora Boitempo, 2007, Prêmio Vladimir Herzog) foi feito pela revista Época (edição 669, de 14.03.2011).

A Época dedicou cinco páginas ao ministro Fernando Pimentel, o “Jorge” da Vanguarda Popular Revolucionária, mencionando-o como o “único guerrilheiro” a compor o ministério da presidenta Dilma Roussef, que pertenceu à mesma organização de resistência ao regime militar.

A guerrilha do Caparaó é mencionada por conta da participação de um de seus integrantes, o gaúcho Gregório Mendonça, numa tentativa de sequestro do cônsul americano Curtis Carly Cutter, em Porto Alegre, em 4 de abril de 1970.

Gregório participou do grupo de apoio da guerrilha do Caparaó e no livro “Caparaó…” é um dos principais personagens do capítulo “O último combate” (páginas 212 a 215), quando um grupo de resistentes resolve partir para a região na divisa de Minas e Espírito Santo ao ter conhecimento de que dois dos guerrilheiros (Jelcy Rodrigues e Josué Cerejo) estavam presos numa unidade do Exército em Juiz de Fora.

Gregório Mendonça acabou preso quando o grupo foi surpreendido pela invasão da região que havia sido patrocinada por forças militares, após a prisão de todos os guerrilheiros que estavam lá, o que esse grupo de apoio não sabia. Gregório foi baleado, juntamente com o capitão Juarez Moreira (que era da ativa).

Os demais participantes da operação – Hermes Machado Neto e Juarez Moreira, que chegaram de ônibus, e Deodato Fabrício, Amadei Rocha e Itamar Maximiano, que chegaram na kombi da Kellogs dirigida por Edson José de Souza – foram presos ao tentar fugir pela Rio-Bahia.

Depois de cumprir pena pela guerrilha do Caparaó, Gregório Mendonça, remanescente da resistência brizolista de 1961, quando os militares tentaram impedir a posse de João Goulart mediante a renúncia de Jânio Quadros, voltou à luta armada e compunha o grupo da VPR comandado por Fernando Pimentel na tentativa de seqüestro do diplomata americano.

A Época reforça a participação de Gregório Mendonça naquela ação armada referindo-se a ele como o mais experiente do grupo. Na época, Fernando Pimentel tinha apenas 20 anos de idade. Hoje, é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A Guerrilha do Caparaó, comandada pelo sargento do Exército Amadeu Felipe da Luz Ferreira, foi instalada em meados de 1966 e extinta no início de abril de 1967, quando seus últimos remanescentes foram presos.

O mais completo relato sobre o movimento está em “Caparaó – a primeira guerrilha contra a ditadura”, do jornalista capixaba José Caldas da Costa (mantenedor deste blog).

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2 Comentários leave one →
  1. 15 de março de 2011 7:23

    Você está prestando um grande serviço À CULTURA E À HISTÓRIA DO BRASIL.
    Parabéns
    E a matéria da Época, onde vejo?

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