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PASTOR VELOSO DESAFIA CRISTÃOS A PROTESTAREM CONTRA AS DROGAS

27 de agosto de 2011

Não, não é Erasmo Carlos, e sim o pastor José Francisco Veloso, especialista em dependência química

Visitando a pequena cidade de Sooretama pela primeira vez, o pastor José Francisco Veloso, doutor em dependência química, desafiou os batistas e demais cristãos a se indignarem contra a invasão das drogas, independente do poder público.

“Se o poder público vier junto, bom; se não vier, os cristãos têm que fazer sua parte, se indignar e protestar contra a invasão das drogas”, disse o pastor, pioneiro no trabalho de recuperação de dependentes químicos com o Projeto Amor, um centro de recuperação que existe há 39 anos no Estado do Rio.

José Francisco Veloso, atualmente, é subsecretário para enfrentamento das drogas em Vila Velha e esteve em Sooretama, no Norte do Estado, a convite da Primeira Igreja Batista, na avenida Vista Alegre. O município, apesar de pequeno, tem altos índices de abuso de drogas ilícitas, problemas de tráfico e violência acima da média. Na noite deste sábado, dia 27, ele falou para um público, essencialmente, jovem, mas continua a dar palestras neste domingo, dia 28, às 9 horas e às 19 horas.

O pastor, que é uma das maiores autoridades brasileiras na discussão dos problemas relacionados às drogas, sendo referência nas entrevistas pela imprensa, está lançando também seu livro “Crack para pais e filhos”, uma edição do próprio autor (R$ 20,00).

O livro pode ser adquirido e autografado neste domingo na recepção da igreja, ou pelo telefone (27)3033-8651. Arenda é revertida para o ministério desenvolvido por ele na recuperação de viciados.

Em sua palestra deste sábado, Veloso começou mostrando para os participantes um par de tênis, fabricados pela Adidas, utilizando fibra de canabis sativa, a popular maconha, e comercializado por 170 dólares num shopping da zona sul do Rio.

“É uma forma sutil de se quebrar a resistência à maconha. O tênis traz uma etiqueta escrita Hemp e seu solado tem dezenas de desenhos da folha da maconha, que ficam marcadas onde a pessoa pisa. Pensam que maconha é droga leve, mas não existe droga leve. Ninguém começa a se drogar pelo crack, começa pela maconha”, disse.

Outra coisa que Veloso fez questão foi de desmistificar a caracterização do crack ou do ox como drogas novas: “Não é verdade, o ox e o crack não existem. O crack é apenas uma das formas de se usar a cocaína. É a cocaína fumada em cachimbos, que tem efeito muito mais rápido por entrar nos alvéolos pulmonares pela fumaça, chegando ao cérebro em 12 segundos”.

O especialista mostrou várias fotos e filmes para demonstrar aos participantes da palestra que “drogas é o paraíso dos tolos e viagem sem volta”. Ele atacou as tentativas de se descriminalizar o uso da maconha e de outras drogas, e refutou aqueles que citam a Holanda como exemplo: “A Holanda não conseguiu acabar com o tráfico. Legalizou o uso da drogas e tornou-se apenas um corredor dos traficantes para chegarem à Europa”.

Veloso foi viciado em drogas dos 11 aos 20 anos de idade, quando se converteu em uma igreja evangélica e se afastou do vício, passando, logo em seguida, a se dedicar à recuperação de viciados. “No início, todos me achavam louco. Levou 14 anos para a minha própria denominação aceitar meu trabalho e foi necessário que o filho de um presidente da Convenção Batista se viciasse e precisasse se internar em nosso projeto para que me aceitassem”, disse.

O pastor Veloso chegou a ser eleito deputado estadual no Rio de Janeiro, tendo tido uma atuação de destaque, mas não se reelegeu, apesar de ter dobrado a votação: “Fiz as coisas certas, reverti tudo o que ganhava de salário em benefícios para a comunidade desde o início do mandato. Quando veio a eleição, líderes que ajudei o tempo inteiro se venderam para outros candidatos endinheirados”.

É de autoria do então deputado Veloso a lei que proíbe a comercialização de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol do Estado do Rio. Depois, a lei foi copiada por vários Estados. “Agora, estou ouvindo dizer que a Fifa quer que a lei seja suspensa durante a Copa do Mundo. Que coisa mais estranha! Só falta quererem liberar o uso da maconha e cocaína nos estádios para os estrangeiros beberem, fumarem e cheirarem à vontade”, denunciou, sem papas na língua.

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