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BIOGRAFIA MOSTRA O LADO HUMANO DE GANDHI

16 de setembro de 2011

Os mitos são construídos em cima de interesses de determinados momentos e dos que controlam as formas de poder onde eles predominam. Quando a verdade é escancarada, os mitos revelam-se com pés de barro. O problema, muitas vezes, é que vivemos nossas ilusões pessoais e acreditamos tanto na possibilidade de sermos semideuses que quando os defeitos de nossos ídolos aparecem nós mesmos os desprezamos e vamos atrás de outros.

Se, em vez disso, considerássemos a essencial humanidade de cada um dos líderes que escolhemos como modelo, estaríamos mais imunes às frustrações de quando alguém revela que eles nunca foram, são ou serão perfeitos. É uma questão do que se quer ver em cada pessoa e em cada caminho que se percorra. É o caso, por exemplo, de Mahatma Gandhi, que teve recentemente lançada uma nova biografia que vem abalando as crenças de alguns de seus adeptos e suscintando revolta em outros.

A Folha Ilustrada (SP) publicou a seguinte matéria, que transcrevo, na íntegra:

O lançamento de uma nova biografia sobre Mahatma Gandhi acusada de caracterizar o pai da independência da Índia como um bissexual racista causou consternação em seu país e um estado indiano decidiu nesta quarta-feira (30 de março) proibir sua venda.

Narendra Modi, chefe do governo do estado de Gujarat (oeste), onde Gandhi nasceu em 1869, ordenou a proibição do livro de Joseph Lelyveld “Grande Alma: Mahatma Gandhi e sua Luta com a Índia”.

“A representação de Mahatma Gandhi feita por Joseph Lelyveld merece desprezo”, considerou Narendra Modi em seu blog. “Ela não deveria ser tolerada sob pretexto algum. O governo de Gujarat já decidiu proibir totalmente o livro”, acrescentou.

Esta nova biografia foi publicada terça-feira nos Estados Unidos, mas ela não foi divulgada na Índia.

A imprensa indiana protestou na terça-feira contra o livro depois que o jornal britânico “Daily Mail” considerou, com base na obra, que Gandhi “deixou sua esposa para viver com um amante”. O “Daily Telegraph” indicou também que, segundo o livro, Gandhi “tinha posições racistas em relação aos negros sul-africanos”.

O autor, ex-chefe de redação do “New York Times”, denunciou a interpretação feita por esses jornais que, segundo ele, deformaram as ideias de seu livro e, principalmente, sua análise sobre as relações entre Gandhi e um arquiteto judeu alemão, Hermann Kallenbach.

“Não considero Gandhi racista ou bissexual. A palavra ‘bissexual’ não aparece em parte alguma do livro”, reagiu em um comunicado.

Segundo a crítica feita pelo “Wall Street Journal”, o livro descreve Gandhi, considerado o grande defensor da não-violência, como “um doente sexual, um incompetente em política e um maníaco fanático”.

Gandhi viveu em Johannesburgo com Kallenbach, amante do fisiculturismo, durante cerca de dois anos antes de deixar a África do Sul para retornar à Índia em 1914.

No ano passado, uma obra sobre Gandhi intitulada “Gandhi: Ambição Nua”, escrita por um historiador britânico, apresentou aspectos inéditos da vida privada deste ícone indiano, revelando que seu famoso voto de abstinência não o havia impedido de dormir com mulheres nuas, nem de ter experiências sexuais excêntricas.

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