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GUARAPARI: “MIGUÉ” DO PREFEITO CANDIDATO A TERCEIRO MANDATO

13 de julho de 2012

Guarapari, o balneário mais famoso do Espírito Santo, que já teve um prefeito pedindo o divórcio de sua mulher para que ela pudesse se candidatar, agora correr o risco de voltar ao noticiário político pela artimanha de seu atual mandatário, Edson Magalhães, que todos os dias precisa dar satisfações à Justiça de atos questionáveis à frente do Executivo.

Agora, Magalhães está dando um “migué político” registrando candidatura para um terceiro mandato consecutivo, contrariando a legislação. Está fazendo isso, segundo analistas, para ganhar tempo e, no final, ser substituído por outro nome num prazo que não dê tempo de troca de seu nome no sistema eletrônico e o eleitor da “Cidade Saúde” poderá voltar em uma pessoa e eleger outra.

O Ministério Público e a Coligação Guarapari com a Força de Todos já pediram a impugnação da candidatura de Edson Magalhães (PPS). Os pedidos de impugnação têm base no artigo 14 parágrafos 5 e 7 da Constituição Federal que determina que o candidato será inelegível pelo para um terceiro mandato.

Como vice prefeito, do ex-prefeito Antonico Gotardo, por mais de um ano, Magalhaes não se desincompatibilizado no período dos seis meses que antecederam o pleito de 2008. Agora cumpre um segundo mandato.

O próprio prefeito sabe que seu registro não será acatado, mas jogará com o direito de recorrer ao T.R.E em Vitória e ao T.S.E em Brasília mantendo-se na disputa até a véspera do dia da votação.

A idéia e manter a foto do prefeito candidato na urna elettrônica, o que induz o eleitor a votar em nome impugnado.

E o pior é que a manobra tem respaldo na legislação brasileira, que permite a substituição de candidato a qualquer momento antes do pleito. O recurso foi usado em 2008 quando o candidato a vice-prefeito, o empresário Orly Gomes, teve o seu registro negado pela justiça eleitoral e o seu nome foi mantido até as 17h45 da antevéspera da votação sendo colocado em seu lugar o Edvaldo Gomes, irmão do empresário.

A tese fundamenta-se no fato de que desde 2008 Magalhães já sabia que não poderia ser candidato a reeleição em 2012 pois ao defender-se de ação de impugnação movido contra ele naquele pleito declarou que estava indo a reeleição em 2008.

Como Edson não construiu um sucessor durante o seu mandato e juntando as peças deste quebra cabeças está latente que a estratégia do atual gestor é levar sua candidatura através de recurso até a véspera do pleito e substituir o candidato levando o eleitor a votar em uma pessoa e eleger outra.

(Com informações da Agência Congresso)

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