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MERCADO NORTE-AMERICANO DISCRIMINA QUEM NÃO TEM CURSO SUPERIOR, DIZ ESTUDO

14 de julho de 2012

Um em cada três jovens que fizeram a High School estão desempregados. Pessimismo toma conta dos jovens norte-americanos.

A crise econômica que se instalou em 2008 nos Estados Unidos pegou em cheio os jovens norte-americanos: apenas um em cada quatro estudantes que se formaram no ensino médio, a High School, entre 2006 e 2011, estão empregados, segundo estudos realizados na Pensilvânia.

Num momento de vida normalmente repleto de esperança e energia, Evelyn de Jesus, 22 anos, tem poucos motivos para ser otimista. Ela fez um ano de profissionalizantes na Universidade do Estado da Pensilvânia em 2008, mas, sem poder pagar pela escola, abandonou o colégio.

Evelyn sonhava em ser advogada, vive no Norte da Filadélfia com o namorado desempregado e um filho de dois anos e, agora, recebe uma remuneração que reputa “de pobreza” de 10 dólares (R$ 20,00) a hora numa creche. Ela deve 2 mil dólares(R$ 4 mil) de empréstimos que fez na faculdade e luta para pagar.

De Jesus faz parte de um corpo de pessoas quase invisíveis na economia americana, que se formaram no ensino médio entre 2006 e o ano passado, e que, em seguida, encontram-se brigando em um deserto de oportunidade limitada, segundo uma pesquisa da Rutgers University, cujos resultados foram liberados recentemente.

Entre os recém-formados do ensino médico que não estão matriculados na faculdade de tempo integral ou não têm um diploma universitário, 27% têm emprego em tempo integral, quase um em cada três estão desempregados, 90% são pagos por hora, com o salário médio por hora para trabalhadores “full-time”, apenas o equivalente a R$ 9,25.

“É impressionante como são graves os problemas dos jovens”,disse Carl Van Horn, co-autor do estudo e diretor da John J. Heldrich Centro de Desenvolvimento da Força de Trabalho da Universidade Rutgers. “Estas são pessoas que no início de suas vidas economicamente ativas já estão se sentindo pessimistas sobre si mesmas. A lição que estão recebendo é: eu não estou sujeito a ser bem sucedido”.

De acordo com Heldrich, a economia de hoje não vai levar para uma vida confortável. “Isso ao é algo que nós associamos com a ideia americana de que, se você se esforçar, trabalhar duro, vai chegar lá na frente”, salientou.

O estudo é intitulado “Deixado de fora. Esqueceu a senha? Os recém-graduados da High School e a Grande Recessão”.

Realizado em abril, é uma amostra, nacionalmente, representativa de 544 escolas de recém-graduados. A amostra inclui quem se formou antes e durante a recessão. O estudo mostra que, embora a economia dos EUA venha registrando crescimento, a situação de trabalho para os jovens sem curso superior manteve-se terrível.

“O mercado tem sido discriminador para com aqueles com segundo grau completo ou menos”, disse o sociólogo Davi Elesh, da Temple Universidade, principal investigador no Projeto de Indicadores da Philadelphia Metropolitan, que se concentra na qualidade de vida na região.

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