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Manifestações no ES: falta de objetividade

18 de junho de 2013

A obra de arte da Ponte da Passagem, em Vitória, tomada pela multidão no início da manifestação

A obra de arte da Ponte da Passagem, em Vitória, tomada pela multidão no início da manifestação

Acompanhei, com especial atenção, a adesão dos capixabas às manifestações nacionais. É lindo de se ver o povo nas ruas cobrando atitude. Notadamente, quando se percebe que já não é mais apenas um movimento de umas poucas centenas de estudantes, mas uma insatisfação generalizada que demonstra o espírito de indignação com o estado de coisas que está aí.
O que me incomoda, entretanto, é que, na adrenalina da manifestação, seus líderes não se atentem – ou talvez alguns até se atentem, mas não queiram mesmo se envolver – para fatos importantes relacionados ao mote da questão. Uma das questões é que as passagens deveriam ser reduzidas 10 centavos e somente foram reduzidas em cinco centavos. Acaso já se pararam para pensar que isso representa 50%?
A passeata foi linda de se ver. O povo aderindo aos estudantes e engrossando a massa até o simbolismo da ocupação da Terceira Ponte, até hoje uma concessão estendida muito mal explicada e, no mínimo, suspeita. A Ponte Darcy Castello de Mendonça custou em torno de 16 milhões de dólares. A sede nova da Petrobras custou 250 milhões de dólares e a reforma do Maracanã está custando mais de 500 milhões de dólares.
“Instauremos, logo, a moralidade ou locupletemo-nos todos” (Sérgio Porto como Stanislaw Ponte Preta). Existe cheiro de podridão no ar onde tem investimentos públicos envolvidos. Já pararam para pensar em quantos fatos importantes estão adormecidos no Estado? Moeda de troca, Lee Oswald, Derrama, Incentivos Fiscais suspeitos, posto fiscal superfaturado, nomeações de pessoas “sob observação” para cargos públicos como moeda de troca política.
Se é para exumar o defunto, tem que fazer o serviço completo. Não dá para colocar o gambá para tomar conta do galinheiro. E que aqueles que detêm algum tipo de poder coloquem as barbas de molho e tratem de entender a voz das ruas. O “cerco” ao Congresso, em Brasília, é de um simbolismo extraordinário. Os excessos são pontuais, o que se vê é uma absoluta maioria pacífica, mas indignada. E, ainda, não se pode descartar a possibilidade de “infiltração” nos atos extremos. Nunca se sabe.
Entretanto, a ética que se cobra de quem comanda precisa haver não apenas na política, mas também nos negócios, nas relações pessoais, nas relações religiosas, no trato com a segurança, a saúde e a educação, e, sobretudo, na atitude de cada um de nós. Ética no trânsito, na fila do banco, na relação com os que são diferentes de nós. Afinal, o que é a Nação sem o indivíduo?
Podemos estar vivendo o “Outono Tupiniquim”. E a diferença é que o Brasil é um País que vai sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas. E não é um País qualquer. Os olhos do mundo estão aqui.
Que tal, da próxima vez, cercar o Aeroporto de Vitória para exigir do Governo Federal a conclusão de suas obras? Afinal, não é porque a Marina teve mais votos que Dilma nas maiores cidades do Espírito Santo que vão ficar nos tratando como segunda classe!

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