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A vida não é um ensaio

31 de dezembro de 2013

José Caldas da Costa

Pássaro - Zeni passamani
Trago à reflexão os sábios ensinamentos do filósofo James Rohn, ou Jim Rohn, para os íntimos. Ele nos diz que o tempo de ensaio já passou, tendo ficado na época em que estávamos crescendo, quando estávamos na escola. Agora, somos participantes integrais do jogo da vida e o nosso oponente é a mediocridade humana.
Mediante a ausência de atividade intensa e inteligente, as ervas daninhas do fracasso se alastrarão para destruir o pequeno progresso que nossos esforços criaram até aqui. Não podemos nos dar ao luxo de esperar o aviso de dois minutos do futebol americano, quando, por 120 segundos, as duas equipes fazem o que, geralmente, não fizeram ao longo de duas horas (média que duram os quatro quartos de tempo, com as paradas).
Não se pode esperar o barulho das cataratas do Iguaçu para mudar o rumo do barco de nossa vida, levado pela correnteza, inicialmente, tranquila, por causa de nossas distrações. Pode ser que quando ouvirmos o barulho das cataratas não dê mais tempo de evitar o desastre.
Não dá para esperar as últimas batidas do relógio se intensificarem em relação às oportunidades da vida. Precisamos aceitar o desafio de começar AGORA a pensar em outro nível, a nos impulsionarmos a outro nível de realizações.
Precisamos nos impor uma nova disciplina, adestrar mesmo o nosso corpo, desenvolver uma nova atitude em relação a uma vida motivadora e que inspire as outras pessoas. Não há oportunidade à prova de falhas, não podemos esperar que ela apareça para nos forçarmos a agir com seriedade. O momento é agora, identifiquemos a oportunidade atual e ajamos.
Tragamos à vida o talento, o vigor e o novo senso de urgência, que nós mesmos criamos, e descubramos do que realmente somos capazes. Exploremos e superemos nossos limites. As árvores exploram seus limites máximos, por que não nós? Isso é uma questão de escolha.
Não nos permitamos remoer os riscos em cada oportunidade. Em vez disso, aproveitemos a oportunidade em cada risco, sabendo que, às vezes, é preciso ir longe demais para se descobrir até onde podemos ir. E faremos a impressionante descoberta de que longe, definitivamente, é um lugar que não existe, assim como a linha do horizonte não pode ser alcançada em nosso planeta.
Eu consigo, você consegue, nós podemos mudar nossa vida agora mesmo, começando, simplesmente, por desenvolver um novo senso de urgência. O relógio do tempo continua girando – eu, você, todos nós possuímos a habilidade de alcançar o que quisermos, se começarmos agora.
É fácil percorrer o caminho do sucesso e atingir a felicidade, mas é fácil também não percorrê-lo e nem chegar a lugar algum. Basta ficar parados. Logo veremos que ficamos para trás. Os outros nos deixaram para trás. Então, avancemos. Por pouco que seja, mas avancemos. Olhemos para trás e percebamos que estamos a deixar pegadas firmes e que, por isso, também temos seguidores.
O resultado final será determinado por cometermos muitos erros de julgamento, repetidos diariamente, ou por dedicarmos a vida a algumas disciplinas simples, praticadas diariamente.
A disciplina de reforçar e ampliar nossa filosofia (o que sabemos e como viemos a saber); de desenvolver uma melhor atitude (como nos sentimos acerca do que sabemos e acerca do que acontece a todos); de envolvermo-nos numa atividade mais intensa e consistente (o que fazemos com o que sabemos), que nos levará a grandes resultados; a estudarmos nossos resultados para poder antecipar nosso futuro mais objetivamente – o hoje é o ontem de amanhã; de viver a vida mais plena e investirmos todas as nossas experiências num futuro melhor.
Estes são desafios aos quais devemos aplicar nossos talentos e sua intensidade com um senso de urgência e uma determinação inabaláveis. As peças do quebra-cabeça da vida se encaixarão, então, suavemente e poderemos aproveitar a obra-prima final, como resultado de nosso compromisso total em dominar o básico da vida.
Que nossos esforços e resultados sirvam de motivos para aqueles, que, um dia, se reunirão para julgar nossa vida, pronunciarem somente uma simples e definitiva frase sobre a obra que deixamos: bom trabalho, meu bom e fiel servo.
E que, enquanto esse dia não chega, sejamos nós a chegar ao último dia do ano que se inicia e possamos falar isso acerca de nosso trabalho. Afinal, como bem ensinou o grande líder Nelson “Madiba” Mandela, para viver uma vida com sentido, precisamos ser senhores de nosso destino, capitães de nossa alma.
Feliz 2014.

(Foto ilustração: Zeni Passamani/dez/2013)

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